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Pintura sobre casco laminado Click aqui para fazer o download deste arquivo em pdf 345Kbytes Click aqui para fazer o download deste arquivo em DOC 296Kbytes Data: 17/Jul/2003 Laminar – lixar – emassar – lixar – aplicar primer – pintar
Foto do veleiro Kyrie ( MC23 ) em construção
A laminação foi feita sobre compensando utilizando-se resina isoftálica na seqüência, manta/tecido/manta. A manta é o elemento de ligação entre a madeira e o tecido de fibra de vidro e entre tecidos. A primeira camada após a madeira será de manta e a última camada será de manta também, com o objetivo de se conseguir uma superfície mais lisa e facilitar o lixamento. De acordo com o projeto do barco, a quantidade de camadas pode sofrer variações (manta/tecido/manta/tecido/manta...). Em um pequeno Dingue, pode-se usar somente manta (por ex. 300g/m²) ou apenas um tecido fino (por ex. 180gr/m²). Para se laminar convés, normalmente utiliza-se somente manta com duas ou mais camadas, utiliza-se somente a manta devido a grande diferença de formas (quinas, etc) do convés que dificultam a utilização do tecido, por ser mais grosso. A resina poliéster apesar de não aderir bem à madeira, tem a vantagem do preço e de se contrair, o que compensa em parte o problema de aderência. A proporção do consumo de resina para fibra de vidro é de +/- 60% de resina para 40% de fibra (em peso).
Lixando com a maquina (E) e lixando com o taco (D)
Pode-se comprar nas lojas, uma massa pronta, por exemplo, a massa epóxi Interfill 830 da International, a qualidade é ótima, mas o preço um pouco “salgado”. Algumas pessoas utilizam massa para lanternagem, a mesma massa utilizada em oficinas de chapeação de automóveis, porém esta resina não é apropriada para contato direto com a “água”. A massa apropriada pode ser fabricada por você mesmo, obtendo-se um bom preço e uma boa qualidade.Para se fazer a massa pode-se escolher as seguintes opções: a) Resina poliéster isoftálica misturada com talco industrial: Mais barato, porém é dura de lixar. Esta massa é similar à massa utilizada em carros, porém é feita com resina poliéster isoftálica, diferente das utilizadas em carros, feita com resina ortofitálica não indicada para barcos. O talco custa aproximadamente R$ 13,00 o pacote de 20kg. b) Resina isoftálica misturada com micro esferas de vidro ou plástica: Massa mais cara, porém fácil de lixar. A micro esfera custa +/- R$ 50,00 o kg (porém rende bastante). Com 5kg de resina e +/- 1kg de micro esfera, se faz 10kg de massa. Todo o casco do veleiro Kyrie foi emassado com 15Kg de massa. Pode-se agregar à esta mistura, uma pequena quantidade de aerosil (um copo de 200ml para cada 5kg de resina), isso melhora a composição isotrópica da massa. Dica: Para colorir a massa de branco, usa-se dióxido de titânio, bastam duas colheres para a quantidade de massa acima - vende-se pacotes de ½ kg +/- R$6,00 Para preparar a massa, pegue a quantidade correta de acelerador para a resina a ser utilizada e misture bem na resina, em seguida adicione a micro esfera de vidro ou o talco industrial até atingir uma consistência cremosa, não muito dura, pois dificulta a aplicação. Coloque sobre um pedaço de madeira, aproximadamente umas 150gr de massa por vez, agora com uma seringa aplique o catalisador (até 2%) sobre a massa e misture bem. Você tem 5 minutos ou um pouco mais de tempo para aplicar, antes de começar a reagir. Aplique a massa sobre a superfície do casco, preferencialmente com uma desempenadeira de aço flexível ou uma espátula de 12cm plástica flexível. Para facilitar o lixamento, pode-se utilizar após espalhar a massa com a desempenadeira, uma lâmina de serrar ferro de dentes finos (menor que 2mm) e passá-la por sobre a massa, criando pequenos sulcos que irão ajudar e facilitar o desbaste posterior com lixa. Dica:
Quando
a massa estiver
seca, em aproximadamente 30min, o lixamento
pode ser iniciado, utilizando uma
lixa de grão 40, à medida que a superfície
vai melhorando o nivelamento, ficando mais “lisa”, deve-se trocar
as lixas sempre buscando lixas de grãos maior 60 ou 80, lixas mais finas
irão dar um acabamento melhor. Após a primeira lixada, visualmente,
deve-se descobrir onde estão os “buracos ou depressões” na
superfície do barco. Para isso, prepara-se um “contraste” vermelho
ou de outra cor, misturando-se álcool líquido (pode ser o combustível)
com anilina vermelha ou de outra cor (a mesma utilizada em bolo), pinte a superfície
que foi emassada e lixada, com um rolinho de pintura ou pincel. Lixe novamente
a superfície de forma a remover o contraste vermelho. Nos locais onde
permanecer a tinta vermelha, significa que existe um “buraco ou depressão” que
deve ser preenchido com massa e lixado novamente. Esta fase estará finalizada
quando não existir mais as manchas vermelhas do contraste. Não é necessário
remover a tinta vermelha (contraste) para se colocar massa sobre ela. Nesta
fase não devemos utilizar a lixadeira elétrica e pode-se ir aumentando
o grão da lixa (mais finas), à medida que o casco vai ficando
mais liso e uniforme. É opcional após o lixamento da massa se
aplicar uma demão de resina epóxi
para impermeabilizar
e selar o
casco.
Obs:
Existem outras marcas de tintas e bases para uso náutico
que também poderão ser usadas. Exemplificamos com uma das
marcas mais conceituadas para uso náutico, apenas como exemplo.
Algumas dicas abaixo são para as pessoas que desejam pintar um pequeno barco de 3 ou 4 metros e não esperam que a pintura dure muito tempo, durando 3 ou 4 anos já será lucro. Para barcos que não permaneçam sobre a água e as intempéries todos os dias. 01) Aplicar a massa é um refinamento ? Depende do acabamento que se deseja. Eu particularmente acho importante, e o custo é pequeno pelo resultado obtido. 02) Poderia se tapar as imperfeições com massa, aplicar o primer e pintar ? Sim 03) Poliéster e isoftálica são a mesma resina ? Resina plástica (poliéster) pode ser Ortoftálica (mais usada para construções de objetos que não ficarão em contato direto com a água – carros, etc. - também utilizada para laminar o convés de barcos) ou Isoftálica que é apropriada para construção naval. As outras resinas na “escala para melhor” seriam a resina Ester-Vinílica e depois a epóxi (a melhor de todas). 04) Existe um relato de um Dingue que está em perfeito estado, pintado somente com um selador acrílico sobre o compensado ou a madeira e em seguida uma tinta acrílica (a base d’água, utilizada na construção civil). O barquinho é utilizado como apoio a uma escuna, após mais de dois anos de uso intenso, a pintura continua em bom estado. 05) Tintas PU automotivas: Algumas pessoas utilizam tintas automotivas que não foram desenvolvidas para barcos, porém não encontrei nenhuma descrição negativa à respeito. 06) Pode-se utilizar também como pintura, a resina poliéster pigmentada "Gelcoat" que tem em diversas cores. A aplicação pode ser diretamente sobre o laminado de Fibra de Vidro, eliminando as outras etapas de pintura como já exposto. Considerações finais: Este texto é o resumo de uma aplicação prática, utilizada na construção de um veleiro multichine. Várias fontes foram consultadas, estudadas e toda a teoria aprendida foi utilizada na prática com sucesso. Não pretendemos esgotar este assunto com este pequeno resumo, outras variantes e possibilidades existem e podem ser aplicadas também com sucesso. Existirão outras opiniões e até críticas, porém o que aqui foi descrito, teve o intuito de orientar e ajudar aqueles que não tem acesso a este tipo de informação. Os procedimentos são simples e poderão ser utilizados sem receio, pois seguindo o que aqui foi descrito, obterão um ótimo resultado. Se você tem alguma sugestão sobre este texto ou dicas sobre pintura em barcos, entre em contato pelo e-mail: alex@barcomania.com.br http://www.barcomania.com.br . Este texto é gratuito, você pode publicar e utilizar mas por não altrere o texto e, mantenha a referência sobre os autores.
Bom trabalho a todos e não focalizemos as dificuldades e sim o resultado!
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e links ( Carlos Neckel ) Click aqui para fazer o download deste arquivo em pdf 345Kbytes Click aqui para fazer o download deste arquivo em DOC 296Kbytes |
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